Enfim invadiu-me o arfar inconveniente
da asma doce que eu herdara de meus ossos
Era então a hora de meu sonhos se esvairem e eu deixar-me descansar entre tantas lembranças pisadas pelo tempo...
da asma doce que eu herdara de meus ossos
Era então a hora de meu sonhos se esvairem e eu deixar-me descansar entre tantas lembranças pisadas pelo tempo...
***
- Ayla?! Você está bem meu amor???- A voz de Eduardo surgia baixa de algum lugar distante - Ayla?!! Me responde... Se vc não responder eu vou entrar aí.
Era difícil responder, não sIu exatemente o que havia acontecido... De olhos abertos eu me via caida sobre os tapetes listrados do banheiro - mais um desmaio- eu pensei. Não podia dizer a Eduardo o que havia acontecido, "Eu devo ter dormido", é deve mesmo ter sido isso, mas...
- Ayla?!
- Sim...- Minha voz saiu mais rouca do que eu imaginara, e eu abri com alguma dificuldade a porta.
- O QUE ACONTECEU?
-Nada...
- Você ficou mais de 1h aí dentro, eu pensei que...
- Não, não foi nada disso - Eu tentei sorrir e reergui minha toalha.
- É melhor vc nem ir ao treino hoje...
- Claro que eu vou, já disse que estou bem.
- Mas.., você não pode se esforçar muito estando assim...
- Du, por favor, deixa eu ir tá?
- Tá, mas só se vc deixar eu te alongar...
- Hoje não.
- Ay.. Eu sei que vc não tá bem. Não sou como ele, pode dizer pra - Eu pus os dedos sobre os lábios dele e o interrompi, abraçando-me ao seu corpo.
Ele me envolveu de leve, senti a toalha cair, mas não me importei, ele entendia meus olhos, e não ia insistir. Era isso que eu mais amava nele... Eduardo.
Fora também com um abraço que eu me apaixonara por ele.. Por aquele abraço quente e pelos seus olhos que sabiam compreender os meus como nínguem nunca soube.